Tendências na Análise Técnica

O conceito de tendências na análise técnica é absolutamente essencial. Todas as ferramentas utilizadas na análise gráfica (suportes e resistências, diferentes indicadores, médias móveis, linhas de tendência, etc) têm como único propósito medir as tendências do mercado para então poder tirar proveito delas.

Os investidores experientes costumam repetir 3 frases que devem sempre ser lembradas:

1. Sempre aposte na direção da tendência

2. Nunca aposte contra a tendência

3. A tendência é sua melhor amiga

Portanto, vale a pena investir alguns minutos do seu tempo entendendo mais sobre este importante conceito e como identificar uma tendência na prática.

 O que é uma tendência?

tendecias na analise tecnicaEm termos gerais uma tendência nada mais é do que a direção em que o mercado está se movendo. No entanto, a definição de tendência ainda vai um pouco além disso.

Como você já ter reparado, o mercado nunca se move em uma linha reta. Ao invés disso, os movimentos do mercado sao sempre no formato de zigue-zague, formando picos e vales.

É justamente a direção destes picos e vales que vai formar uma tendência, assim como foi definido há mais de 100 atrás na Teoria de Dow.

Tendências Têm 3 Direções

Existe três direções possíveis para uma tendência caminhar e o mercado sempre estará com alguma destas predominando:

  • Alta
  • Baixa
  • Lateral

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Tendência de Alta:

Ocorre quando os picos e vales possuem um sentido ascendente, ou seja, a nova formação estará em um nível de preços acima da formação anterior.

Tendência de Baixa:

Ocorre quando os picos e vales apresentam um sentido descendente, ou seja, a nova formação estará em um nível de preços abaixo da formação anterior.

Tendência Lateral:

Diferente do que muita gente pensa, o mercado não está sempre em alta ou baixa, ele pode estar estável, com uma tendência lateral. Estes momentos ocorrem em períodos de equilíbrio no nível de preços, em que a demanda e a oferta estão em um mesmo patamar. Embora tenhamos definido esta tendência como lateral, é mais comum falar que o mercado está “andando de lado” ou “sem tendência”.

Como falei no início deste artigo, praticamente todos os instrumentos de análise técnica são projetados para tirar proveito de tendências, seja de alta ou de baixa.

Quando ocorre um período de mercado se tendência, a verdade é que estes instrumentos funcionam extremamente mal, levando até mesmo traders experientes a frustração. Vale notar no entanto, que o problema não é da análise técnica, e sim do investidor que está aplicando um sistema desenvolvido para seguir tendência em um mercado sem tendência. Ter a sabedoria de “ficar de fora” também é fundamental para seus investimentos.

Tipos de Tendência na Análise Técnica

Na análise técnica, as tendência estão divididas em três categorias, de acordo com sua duração: tendências primárias, secundárias e terciárias.

Os critérios que definem cada uma delas variam um pouco, mas em seu fundamento quando criados por Charles Dow, esses critérios eram:

Tendência Principal: é a tendência de mais longo prazo e pode durar vários anos.

Tendência Intermediária: é a tendência mediana, formada por movimentos que ocorrem ao longo da tendência principal.

Tendência de Curto Prazo: é a tendência que dura somente alguns dias, caracterizada pelos curtos movimentos que ocorrem em torno de uma tendência principal.

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Veja na figura acima os diferentes tipos de tendência. A direção entre o ponto 1 e o 4 pode ser considerada como a tendência primária, a correção do ponto e ao 3 é uma tendência intermediária e movimentos como o ilustrado entre os pontos A e B são tendência de curto prazo.

As Tendência e as Escolhas do Investidor

Perceba portanto amigo investidor, que na análise técnica, existem somente três cenários que você irá confrontar:

  • Comprar Ativos (posição long): tendência de alta
  • Vender Ativos (posição short): tendência de baixa
  • Ficar Fora do Mercado: sem tendência

No entanto, a arte de saber aproveitar estas tendências já é uma outra história, que vai depender de seus conhecimentos de análise técnica, prática e habilidade de analisar e tomara decisão correta.

Para terminar, gostaria de saber se você tem alguma dica para dar aos outros investidores que acompanham o Blog do Bússola do Investidor. Caso tenha, deixe ela nos comentários aqui em baixo, será de grande ajuda a todos!

Diego Wawrzeniak (@diegowrz) é autor do Guia do Imposto de Renda na Bolsa.
Trabalhou no mercado financeiro e é economista pela FGV. Além de finanças, também é apaixonado por empreendedorismo, inovação e conversar com outros investidores.