Previsões Para 2016: O Que Esperar Deste Ano?

Chegamos a 2016. Se isso é bom o não, é o que você vai descobrir lendo este artigo.

Saiba quais são as previsões, feitas por bancos e analistas de mercado, para o ano que está começando agora:

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1# Aumento do Déficit Público

O Governo do Brasil, assim como uma empresa, possui receitas e gastos. É normal que em alguns anos ocorra lucro (superávit primário) e em outros ocorra prejuízos (déficit primário).

No entanto, no longo prazo, para poder continuar exercendo suas atividades, é necessário que o resultado do Governo (Receitas – Despesas) seja no mínimo zero.

O que aconteceu este ano é que o governo teve prejuízo, ou seja, gastou mais do que arrecadou. E foi um super prejuízo, de quase R$ 60 bilhões. Muito pior do que o aprovado pela meta fiscal, que já havia sido flexibilizada no começo do ano.

Houve queda na arrecadação, por consequência da crise econômica e não ocorreram os cortes de gastos necessários para compensar as despesas.

Em 2016 a expectativa (e quase certeza) é de que o governo tenha prejuízo novamente. O que coloca o Brasil em uma posição tão delicada quanto a de uma empresa que vai começar um ano com prejuízo garantido.

O que vai marcar este novo ano, vai ser a capacidade do governo de reverter a situação a partir de 2017, seja cortando gastos e aumentando sua arrecadação, se conseguir superar a crise econômica.

2# Inflação Alta

O regime de metas de inflação, estabelece um alvo para a inflação no final do ano. Atualmente o alvo é 4,5%. Como política monetária não possui a mesma precisão que atirar de arco e flecha, também é estabelecido um intervalo de tolerância, que atualmente é de 2%, ou seja, é aceitável que a inflação seja de até 6,5% ao ano.

No entanto, estamos fechando 2015 com a inflação acima de 10% e a expectativa do próprio Banco Central já é de que em 2017 a inflação fique acima da meta…

Expectativa de Mercado: IPCA termine o ano próximo de 7%.

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3# Juros Altos

Com a inflação já alta e expectativas não muito boas de queda na taxa de aumento dos preços, não sobra espaço para que o Banco Central diminua os juros.

Com isso devemos ter juros altos durante todo o ano de 2016, o que coloca o ponto final ao ciclo de abundância de crédito que a economia brasileira viveu antes da crise.

Os juros altos também freiam a atividade econômica, o que faz a arrecadação do governo cair e dificulta as coisas para o país que já tem prejuízo decretado para 2016.

Expectativa de Mercado: Selic termine o ano acima de 15%.

4# Dólar Caro

Se você estava querendo viajar e queria saber se o dólar vai baixar, a resposta é não. A dúvida é somente se vai estabilizar em torno dos R$ 4, ou se vai subir ainda mais.

Por um lado o câmbio desvalorizado é bom, já que potencializa as exportações e dá mais fôlego a pelo menos uma parte da economia.

No entanto, parte da dívida do governo (sem falar na Petrobras…) é atrelada ao dólar, o que faz os juros da dívida ficarem muito mais caros. Algo péssimo para um país que já está com dificuldade de fechar o ano perto do zero.

Expectativa de Mercado: Dólar termina o ano próximo de R$ 4,20.

5# Queda no PIB

Assim como o governo já começa 2016 com prejuízo decretado, a economia já começa o ano com queda na produção garantida.

Este ano a economia do Brasil encolheu quase que 4%. E para 2016, com juros altos, alta inflação e a única possibilidade de salvação ser o governo cortar gastos, sobra somente lamentar e já contar que o PIB deste ano também será no vermelho…

Expectativa de Mercado: queda no PIB próxima a -3%.

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Conclusão

Se você ficou desapontado com 2015, já não crie expectativas para 2016. Já é fato que o ano que mal começou não vai deixar saudades quando terminar.

No entanto, se você quiser encontrar um culpado para toda essa história, recomendo a leitura deste outro artigo que escrevi.

Se quiser fazer o download da pesquisa Focus completa, com as projeções do mercado financeiro para 2016, utilize o formulário abaixo:

 

Diego Wawrzeniak (@diegowrz) é autor do Guia do Imposto de Renda na Bolsa.
Trabalhou no mercado financeiro e é economista pela FGV. Além de finanças, também é apaixonado por empreendedorismo, inovação e conversar com outros investidores.