Previsão econômica em tempos bicudos.

O período de incerteza e instabilidade pelo qual passa o Brasil deixou, nas últimas semanas, grande parte da população apreensiva e sem saber direito o que esperar. Investidores passaram a preocupar-se mais com o futuro de seus títulos perante as possíveis mudanças na economia. No post de hoje faremos uma breve análise do cenário político e econômico atual. Vamos lá?

O que o mercado espera

A posição geral do mercado é a de que uma eleição indireta facilitaria aprovações de reformas menos polêmicas que a da previdência, como a trabalhista, por exemplo, e elegeria um governante com mais apoio dentro do próprio Congresso, tornando esse um cenário mais amigável que uma total mudança, inclusive de parlamentares, em um momento tão próximo das eleições presidenciais do próximo ano.

Em suma, eleger um presidente indiretamente diminuiria razoavelmente os riscos de uma possível eleição de um candidato inexperiente e até mesmo “não-político”, visto que a oposição também se encontra em uma situação frágil politicamente e muitos possíveis partidos e candidatos ao cargo de presidente foram diretamente afetados.

A perspectiva econômica

O entendimento do consumidor de que a economia aceleraria após a posse do presidente Michel Temer foi quebrada bruscamente com os últimos acontecimentos políticos. Só o crescimento esperado de companhias domésticas chegava a 20% em 2017 e 18% em 2018, horizonte que claramente mudou de direção.

No campo do Real, espera-se que a pressão continue e que a redução das taxas medidas pela Selic desacelere. Um outro impacto negativo toca os investimentos estrangeiros no país, agora e nos próximos anos, que tendem a diminuir agora que a nação se mostra um campo instável.

A expectativa de crescimento da Ibovespa, que chegava a 40% no ano passado, se tornou pouco ou nada provável, levando a um preço alvo bem menor para a bolsa brasileira, impactando também o mercado de ações.

Para o futuro, espera-se que as taxas de juros possam ser reduzidas, impulsionando a economia, com uma possível aprovação de reforma previdenciária.

Fonte: BTG Pactual digital

Completamente apaixonada por arte, finanças e comunicação. Nicole Lima é formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas. Trabalha com comunicação estratégica e marketing no Bússola do Investidor.