Meta de inflação sofre dois cortes consecutivos pelo CMN. E agora?

Após manter-se em 4,5% desde 2005, a meta de inflação para os próximos três anos sofreu dois cortes que, juntos, somam uma queda de 0,5%.

 

O CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou que a meta de inflação para 2019 ficou em 4,25%, o que já era esperado pelos mercados há alguns meses e constava nas expectativas do relatório Focus, também divulgado no início deste mês, que além de dados inflacionários também reduziu projeções para o PIB no próximo ano.

Cortes alongados

Além da fixação de meta para 2019, o CMN também decretou, de forma imprevista, que em junho de cada ano também será estipulada a meta para o terceiro ano à frente, reduzindo ainda mais esse número e fixando a meta de 2020 em 4%, continuando num processo gradual de queda que já se mostrava promissor.

Ao alongar o espaço de tempo em que as metas serão fixadas, o CMN reforça um quadro de tentativa de proteção da economia para além de 2021, quando a fixação para o IPCA estará nas mãos da equipe sucessora do atual governo — equipe essa que pode estar menos propensa a desinflação dessas taxas. A expectativa preliminar que se especula para o ano é uma meta de 3,75%.

Fonte: BTG Pactual digital

Completamente apaixonada por arte, finanças e comunicação. Nicole Lima é formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas. Trabalha com comunicação estratégica e marketing no Bússola do Investidor.