Como a queda de juros influencia meus investimentos?

O ano de 2017  iniciou com a promessa de ser um grande ano para os investidores “conservadores”; aqueles habituados a investir em renda fixa, correr baixos riscos e conseguir altos rendimentos. Mas este tomou um rumo diferente e caminha para ser o ano em que o investidor terá que aprimorar seu modo de investir. Isso devido à queda na taxa de juros. E se você ainda tem dúvida sobre a relação entre a queda de juros e os investimentos, nós te explicamos.a queda de juros e investimentos

Quem começou a migrar os investimentos da tão tradicional poupança para a nova “sopa” de letrinhas (LCA, LCI, Tesouro Direto), agora começa a se deparar com algo não comum para o investidor brasileiro.

A rentabilidade está cada vez menor, e segundo os principais analistas a tendência é que só diminua.

O cenário se deve à sequência de cortes na taxa básica de juros, a SELIC, realizado pelo Banco Central.

Esse movimento visa estimular a economia real e, segundo especialistas, deve ser de longo prazo: não devemos ver a taxa de juros acima de duas casas decimais tão cedo.

Contando com isso e com uma taxa de inflação dentro da meta, a taxa real dos rendimentos estão próximos aos 4% ao ano.

Então, mesmo os investidores entendendo que o motivo é nobre e necessário, suas aplicações atreladas ao CDI e a inflação foram brutalmente afetadas e a preocupação é generalizada. A pergunta mais ouvida nas assessorias de investimentos nas últimas semanas foi:

O que fazer com meus investimentos de Renda Fixa?

Com esse cenário no horizonte, o investidor terá que buscar algumas alternativas para suas aplicações caso queira obter bons rendimentos. Uma alternativa é o mercado de crédito privado, seja através das Debêntures ou de fundos de crédito privado (FIDC).

No caso das debêntures existem ainda algumas alternativas que contam com o incentivo do governo, que são as debentures de empresa de infraestrutura. Esses títulos são isentos de IR, o que deixa os seus rendimentos ainda mais atrativos.

Um outro ponto de atenção nesse tipo de investimento é o prazo. Geralmente são prazos mais longos e é importante se atentar se existe mercado secundário para esse ativo. Uma alternativa para esse problema são os fundos de debêntures incentivadas.

Já no contexto de FIDC, o melhor caminho é através dos fundos de investimentos. Ressaltamos nesse caso a importância de buscar informações sobre a gestora do fundo e, também, do histórico do investimento em vista, não deixando para observar apenas o rendimento do último mês.

Mercado de Renda Variável

Seguindo a linha de buscar melhores retornos, o mercado de Renda Variável se torna uma das melhores alternativas. Mas não pode-se esquecer da mudança de característica principal: é um investimento com grau maior de risco e principalmente volatilidade. Mas essa volatilidade não deve ser encarada como problema caso o investimento seja a médio ou longo prazo.

E se ela não for algo que lhe incomode, o ideal é observar as oportunidades dos Fundos Imobiliários negociados em Bolsa. Elas estão com preços atrativos e tem a característica de distribuição de “dividendos” mensais. Contando com a possível melhora da economia, o setor imobiliário deve se valorizar.

Na mesma linha, o mercado de ações já é o investimento de maior rentabilidade no ano e deve continuar sendo uma das melhores alternativas para quem busca bons rendimentos. Mas sempre surge a dúvida sobre qual empresa comprar e até mesmo se é ou não momento de comprar ou vender.

A melhor recomendação que podemos dar é: fiquem atento às carteiras recomendadas das corretoras, pois elas têm carteiras de ações sugeridas para os mais diversos perfis de investidores; desde aquele que quer acompanhar semanalmente, mensalmente ou até a carteira de atualização anual. Essas sugestões são feitas por analistas profissionais capacitados para isso.

Conclusão

Em resumo, o investidor precisará passar por uma evolução cultural, onde para investir melhor será necessário buscar cada vez mais informação e conhecimento. Ótimas alternativas continuaram existindo, mas será preciso sair da zona de conforto e dos investimentos tradicionais (poupança, CDB e tesouro direto).

É essencial nessa transição contar com bons profissionais para lhe auxiliar no entendimento das características de cada tipo de investimento e, principalmente, na compreensão do seu perfil de investidor. Lembre de buscar um atendimento personalizado, pois para cada investidor existe uma cesta de alternativas mais adequada.

Em tempos de mudanças fique atento e valorize seu capital.

 

Gostou do conteúdo ou ficou com alguma dúvida? A Evolution Investimentos, em parceria com o blog Bússola do Investidor, está oferecendo um horário com especialistas capacitados e disponíveis para tirar qualquer dúvida. Se você tiver interesse, basta agendar uma consulta