Operações Estruturadas: Entenda esse tipo de investimento

Afinal, o que são Operações Estruturadas?

Operações Estruturadas é toda operação no mercado que seja a combinação de dois ou mais ativos, alguns exemplos seriam as operações com o mercado de derivativos: Trava de alta / Trava de baixa, trava borboleta, financiamento de ações e diversas outras estruturas.

Quando explicamos o envolvimento com o mercado de derivativos, principalmente o mercado de opções, logo recebemos indagações, mas opções não são muito arriscadas? Posso perder todo o meu capitas?? Se acalmem, quando se trata de operações estruturadas, muitas vezes é possível chegar à uma combinação onde já é conhecido o pior cenário e a possibilidade de rentabilidade antes mesmo da operação ser efetuada.

Mas, Operações Estruturadas não é o COE?

Bem, é importante entender que essas operações tomou grande destaque em meio aos investidores no último ano, principalmente, quando as principais corretoras e bancos começaram a oferecer o COE (certificado de operações estruturadas) aos seus clientes. Sim, o COE é um tipo de operação estruturada, mas existem diversos outros tipos de operações que também são Operações Estruturadas.

No caso do COE (Certificado de Operações Estruturadas) por exemplo, emissores desse tipo de operação combinam muitas vezes títulos de renda fixa, ações e derivativos, conseguindo dessa maneira passar para o investidor, qual o risco máximo (geralmente muito baixo), qual a rentabilidade e qual o prazo do investimento.

Já pensou em combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionados pela renda variável?

É realmente essa a proposta das Operações Estruturadas.  A combinação perfeita para qualquer investidor seria uma aplicação que permitisse obter altos retornos com baixo risco. Apesar de soar como algo impossível, as Operações Estruturadas chegam perto disso. O investimento pode ser entendido como um “pacote” ou uma “estrutura” montada dentro da Bovespa onde a aplicação fica assegurada contra quedas da Bolsa e se beneficia de parte das altas do mercado. Você imagina poder comprar ações da Petrobrás (por exemplo) e não perder dinheiro se a ação desabar?? Pois então, isso é possível.

E a única maneira de fazer isso é através do COE??

 Não, na verdade essa é uma das maneiras de se fazer e para ser sincero,o COE tem um único ponto que pode incomodar alguns investidores, que é o fato de ter prazo fixo, ou seja, se precisar desfazer o investimento antes do prazo não é possível. Mas existem Operações Estruturadas que são formadas no mercado direto, combinando algumas estruturas, mas sem ser um “certificado”, são montadas com ativos disponíveis no mercado e com liquidez de bolsa, ou seja, da mesma forma que o COE, você pode investir em operações com baixo risco, ou até sem risco, e obter ganhos superiores à renda fixa.

A surpresa de ter achado a “fórmula mágica” se dá pelo fato de se tratar de um investimento que permite alcançar retornos mais agressivos, característicos da renda variável, mas com a segurança que é mais comum na renda fixa. A aplicação pode ter como referência índices como o CDI (Certificado de Deposito Interbancário) ou o próprio Ibovespa. Se comparadas ao CDI é comum essas operações terem como objetivo 150% do CDI. Outra característica positiva é a tributação, que já inicia na alíquota de 15% sobre o lucro, o que seria possível apenas na alíquota mínima de uma aplicação em Renda Fixa ou na maioria dos Fundos de Investimento.

Como disse no início dessa matéria nos últimos 2 anos a procura por este tipo de investimento cresceu muito no Brasil, acredita-se que este movimento ocorre, pois, os investidores pessoas física estão cada vez mais informados e acompanhando de perto seus investimentos.

Está interessado nesse tipo de aplicação?

É importante procurar um especialista no assunto para lhe auxiliar, ajudar a entender e estrutura a operação de acordo com seu perfil de investimento e expectativa.

 

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Nicole Lima

Completamente apaixonada por arte, finanças e comunicação. Nicole Lima é formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas. Trabalha com comunicação estratégica e marketing no Bússola do Investidor.