Entrevista com Andreu Ubeda, Presidente da LVL Trading

Andreu UbedaCada vez mais, traders procuram as casas proprietárias, também conhecidas como Prop Firm para ter acesso a grandes vantagens em termos de custos de corretagem e alavancagem de capital, além de serviços de suporte e treinamento.
Nessa parceria todos os lados visam o mesmo objetivo que é lucrar. Se um trader não tem lucro quando opera em parceria com casas proprietárias, elas também não têm e essa relação de transparência tem mudado o caminho do investidor e levado pelo menos os que se profissionalizam a preferir essa nova forma no lugar de corretoras. Por isso, nessa semana entrevistamos Andreu Ubeda que é Trader, Presidente e Sócio da LVL Trading, uma empresa que vem ganhando muito respeito do mercado pela forma séria que implementa o trabalho. Andreu é espanhol e antes de aterrissar em terras tupiniquins foi Diretor de Operações da maior Prop Trading Firm do mundo.
Acompanhe neste post trechos da entrevista e entenda melhor essa nova forma de parceria que os investidores têm acesso agora também no Brasil.

Bússola: Por quê operar Bovespa numa prop é lucrativo?

Andreu Ubeda: Mercados de capitais emergentes são em geral mercados interessantes por conta da volatilidade praticamente constante. Apesar do mercado de ações Brasileiro ser relativamente pequeno nos oferece oportunidades cada dia.
Realmente é um mercado caro e pouco alavancado então a proposta de uma mesa proprietária de oferecer recursos além de custos operacionais bem reduzidos, a níveis institucionais, facilitam poder operar o daytrade.
Quando falamos em mesa proprietária temos que pensar em um parceiro cuja função é ajudar ao trader a ter sucesso no mercado e que otimize o talento e esforço do trader ao máximo, oferecendo capital para poder realizar operações assim como um custo operacional extremamente baixo.

Bússola: O que um aspirante a trader precisa saber?

Andreu Ubeda: O mais importante acredito seja desmitificar a profissão trader já que temos percebido uma falsa realidade definindo a atividade.
Para se tornar um trader de sucesso o candidato tem que se dedicar e esforçar. Não acredito no trader de 9h às 11h. Pode servir para uns poucos, bem poucos. Pelo que eu conheço o trader opera o pregão inteiro e depois analisa o mercado e suas operações para melhorar no dia seguinte.
Além disso, considero importante começar a estudar o dia no mínimo uma hora antes do mercado abrir e analisar o nosso desempenho no mínimo uma hora depois do mercado fechar.
Perseverança, disciplina, capacidade para realizar cenários praticamente em tempo real e uma boa memória, além de gostar dos números, são requerimentos que um trader tem que ter ou estar disposto a ter.

Bússola: Vocês usam tape reading?

Andreu Ubeda: Está em pauta ultimamente a metodologia do tape reading como a solução para ser consistente como daytrader e acredito que não é só a fita que vai te dizer se deve comprar ou vender ou pelo menos não é uma ferramenta que de forma isolada fará com que você atinja a ansiada consistência nos resultados. Existem várias fontes de informação que o trader tem que dominar com precisão para ele conseguir seus objetivos. Uma delas pode ser sim a leitura de fluxo, já que muitas vezes a gestação de uma micro tendência é visível ou pela fita ou mesmo pelo livro de ofertas, mas temos sim que ter conhecimento de análise gráfica e análise técnica usando diferentes indicadores como VWAP e médias.

Gustavo Filardi

Gustavo é economista, mestre em negócios internacionais pelo ISCID-CO, na França e Coréia do Sul. Também é especialista em marketing, com segunda graduação na área. Empreendedor com mais de 15 anos de experiência nos setores de tecnologia, educação e finanças. Além de marketing e educação, é apaixonado por meditação e desenvolvimento mental.