Agora sabemos a partir de onde melhoraria – Analise Semanal

O Índice Bovespa mostrou uma nova semana de muita volatilidade intradiária, mas ainda com a triste marca de volumes financeiros horríveis.

Se os repiques da semana passada não tinham um valor específico a ser monitorado para melhorar o mercado em caso de rompimento, com as quedas de quarta e quinta dessa semana, já temos esse valor marcado em 48.670 pontos.

Para os afobados, calma. Muita calma. Melhorar não quer dizer ficar ótimo. Melhorar não quer dizer baita compra. Melhorar não quer dizer vender sua casa para comprar tudo em ações. Melhorar quer dizer ficar menos complicado do que antes, passando a ter um viés mais positivo mas ainda com um grande número de resistências entre os 49.500 pontos e os 52.000 pontos. Mas, como diz o ditado, é melhor do que nada. No campo inferior, é atenção no suporte em 47.120 pontos e seu rompimento azeda tudo de novo até a mínima do ano em 46.100 pontos, que é bem forte.

O Índice Dow Jones continua em sua montanha russa, mostrando sempre no passado recente semanas de altas ou quedas acumuladas bem fortes. A semana foi marcada por grande recuperação e a volta do mercado americano para cima da mme50, mas ainda sem nada muito definido para o curto prazo. O ideal para uma clareza maior seria a formação de topos e fundos em uma só direção, mas enquanto isso me deixa desconfortável o que parece ser um viés mais negativo. Abaixo dos 15.860 pontos podemos visitar a mínima do ano mais uma vez.

Apesar dessa ameaça de melhor do mercado, o viés principal ainda é vendedor e por isso vou insistir nas operações de venda tão comentadas recentemente, mas com algum cuidado. A USIM5 segue beliscando uma venda mais longa, assim como a BBAS3 pode dar uma mais curta. A PETR4 também ainda sugere a continuidade de sua tendência de baixa e a JBSS3 segue perto da primeira venda em tempos. No campo oposto, poucos papéis tem tendência de alta como a PSSA3 para animar compras.

A USIM5 ainda é um dos papéis que mais me chama atenção para operação em toda a bolsa, por conta da grande liquidez, enorme volatilidade e proximidade de uma belíssima configuração vendedora, precisando apenas perder o suporte em R$ 11,47 para tentar mergulhar até os R$ 10,00. Há alguns suportes no caminho como os R$ 10,90, mas ainda nada que aparente dar muito trabalho para os vendedores, já que o OBV também concorda e o Adx já não está tão alto. A operação, em caso de entrada, teria duas possibilidades de stop, com o mais longo e firme em R$ 12,60 ou um mais fraco e curto em R$ 12,12.

A BBAS3 já tem uma tendência de baixa desde novembro do ano passado e por conta dela já fizemos algumas operações recentes de venda, mas uma nova e bem diferente das anteriores está perto de chegar. Um suporte intradiário feito em R$ 20,43 depois de um grande gap dá a possibilidade de uma venda rapidinha em busca da mínima do ano em R$ 19,80. O OBV colabora com a venda e o Adx está baixinho, também ajudando. Outra vantagem dessa operação seria o stop bem curto, em R$ 21,00.

A PETR4 já está vendida há bastante tempo, mas depois de marcar um novo topo anterior em R$ 15,10, basta agora perder os R$ 14,44 para uma nova e rápida venda em busca da mínima do ano. Os indicadores até esboçam alguma melhora, mas ainda longe de grande modificação. A operação parece arrojada, mas um stop em R$ 15,10 resolve tudo, já que é só a partir daí que a configuração compradora começaria a aparecer.

Um papel com boa configuração de médio prazo desde 2011 é a JBSS3, que já beliscou a mme200 algumas vezes, mas quase sempre se mantendo nela. Dessa vez a zona de suportes é ainda mais importante, com dois fundos anteriores e a mme200 juntos, todos na casa dos R$ 7,70. Por isso, seu rompimento para baixo se juntaria com o Adx ganhando tendência vendedora e tentaria empurrar o papel para baixo até os R$ 6,85 no médio prazo.

Sabemos há muito tempo que a grande maioria dos papéis líquidos tem configurações ruins, mas a PSSA3 segue beliscando a máxima histórica em R$ 30,24 e precisa apenas do seu rompimento para deixar todos os tempos muito bonitos, como o diário, semanal e até mesmo o mensal. A operação de compra seria mais longa, com uma projeção de alta perto dos R$ 33,00 e por isso tem um caráter mais conservador. O stop também é distante, só na base da congestão em R$ 27,50 e por isso é importante estar ciente antes de se jogar na operação.

Para quem sempre reclama que eu, às vezes, falo muito de papéis menos líquidos aqui, hoje temos uma verdadeira chuva de papéis que estão entre os líderes do Índice Bovespa.

Lembro ainda que temos vários Long and Shorts abertos e que temos operações de vendas cobertas gerando proteção de mais de 100% para ganhos líquidos que são o dobro do CDI, portanto, temos operações para todos, dos mais arrojados aos mais conservadores.

Bom final de semana a todos e até a próxima!!

 

 

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Daniel Marques

Daniel Marques é graduado em Engenharia de Produção pelo Centro Federal de Educação Tecnológica/RJ, com MBA em Mercado de Capitais pela Fundação Getúlio Vargas. Responsável pela área de análise técnica e derivativos das corretoras Ágora e Bradesco nos sites agorainvest.com.br e bradescocorretora.com.br, é ainda analista de valores global certificado pela APIMEC. Sua atuação no mercado é composta de análises e recomendações de operações envolvendo análise técnica, opções e long and short, além de programas de TV.