4 Coisas que seu Corretor de Investimentos Deveria te Contar

Ter uma conta em uma Corretora de Valores não é sinônimo de dobrar seus lucros!

Ainda não é muito claro para algumas pessoas quais as diferenças entre essas instituições financeiras e os bancos. Atendimento ruim e taxas tão altas que acabam com a rentabilidade de seus investimentos são algumas reclamações comuns, mas não deveriam ser.

Para que isso não aconteça com você, separamos alguns fatores que devem ser analisados tanto se você está a procura de uma corretora ou se já está em uma e não está satisfeito. Afinal, é sempre bom saber que seus investimentos estão em boas mãos.

Você sabe o papel de cada um dos profissionais dentro da corretora? Conhece quais as taxas cobradas?  Não se assuste! Confira 4 coisas que seu corretor deveria te contar:

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#1 Corretora não é gestora

Os serviços fundamentais prestados por uma corretora – como fornecer acesso a Bolsa de Valores – não devem ser confundidos com os serviços relacionados à gestão de recursos. Esse é um dos erros mais comuns segundo a CVM. Afinal, o dono dos seus investimentos é você.

Quando se começa a investir na Bolsa, é importante que a corretora ofereça materiais que eduquem o trader sobre renda variável assim como um serviço de consultoria por trás do processo de investimento em si, sempre tendo em vista seu perfil. Um investidor mais experiente, por sua vez, necessita de maior autonomia. Nesse caso, ele poderá optar por utilizar o Home Broker ou ainda robôs investidores.

Para que você não cometa erros, vamos destacar aqui as diferenças entre as principais profissões envolvidas nas atividades relacionadas a investimentos que você pode encontrar:

Agente Autônomo de Investimentos

É o profissional responsável pela captação de clientes, funcionando como uma ponte entre os clientes e as corretoras. Ele também desempenha o papel de fornecedor de informações sobre os produtos financeiros oferecidos pela empresa em que atua.

Analista de Valores Mobiliários

O analista é quem avalia a rentabilidade de um ativo, elaborando relatórios e análises para que o auxiliar o investidor no processo de decisão. As recomendações feitas por esses profissionais podem ser apresentadas em diversos formatos, como textos e reuniões.

Para ser uma analista, é necessário credenciamento pela CVM.

Consultor

Recomenda aplicações de curto, médio e longo prazo, apontando os riscos e todos os ativos disponíveis. O trabalho do consultor é bem similar ao de um analista, porém, suas recomendações visam um investidor específico.

Para exercer essa profissão, também é necessário registro na CVM.

Gestor de carteira

O gestor é responsável por tomar ações pelo cliente, buscando o maior retorno dado menor risco. Em outras palavras, é responsável pela gestão dos ativos em nome do investidor, respeitando as regras e normas da CVM, sendo uma atividade regulada e fiscalizada por esse orgão.

#2 O lucro das corretoras vem das taxas que você paga

A fonte de lucro das corretoras são as taxas cobradas para se operar. Existem algumas tarifas que são cobradas pela própria Bolsa e pela Câmera de Ações (antiga Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC), além do Imposto de Renda, que são obrigatórios.

Conheça as principais taxas cobradas pelas corretoras:

Taxa de Corretagem

É uma taxa cobrada dos investidores de renda variável por cada operação de compra e venda de ativos.

Funciona da seguinte maneira: ao comprar ou vender ações, o trader envia uma ordem, certo? A cada ordem dessas, ocorrerá a cobrança de uma taxa – a taxa de corretagem – na conta do investidor.

Taxa de Custódia

É a taxa referente a cobrança de manutenção das informações referentes aos investimentos realizados pelo investidor na corretora. Acontece tanto em investimentos de renda fixa quanto em investimentos de renda variável. Nesse segundo caso, é comum a cobrança de taxas de custódia quando o cliente não realiza nenhuma operação – seja de compra ou de venda de ativos – por um período de um mês.

Emolumentos e outras taxas

Emolumentos são taxas remuneratórias de serviços públicos. Como em qualquer outra operação, ao investir na Bolsa, você vai pagar emolumentos e taxas à BM&FBOVESPA, além de ter o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) logo na venda.

Nossa dica é que você pesquise com cuidado as corretoras e procure saber os valores das suas taxas para reduzir seus custos e aumentar o rendimento dos seus investimentos. Faça uma análise de custo benefício, tendo em vista tudo a corretora te oferece e suas respectivas despesas. Vale a pena procurar também pessoas que já tenham contas nas corretoras, assim, você realmente saberá como é o serviço de atendimento, que também pode ser um diferencial nessa escolha.

Acesse o Guia de Corretoras e fique por dentro dos serviços prestados e taxas cobradas pelas principais corretoras!

# 3 Se você perde, a corretora continua ganhando

Independentemente de o investidor ganhar ou perder, se forem realizadas operações, ele deverá pagar taxas e assim a corretora lucra. Às vezes, o interesse dos corretores pode ser recomendar o maior número de transações, ou seja, maior frequência nas operações, enquanto, por outro lado, essa poderá não ser a jogada mais lucrativa para você.

Vamos para um exemplo prático: imagine duas ações, BBTG11 e PETR4. Você é um investidor mais moderado e prefere um investimento mais a longo prazo. Esse seria o perfil da ação BBTG11, que se encontra em um período de baixa, porém a expectativa é que seu preço suba no próximo ano. Assim, o trader não precisaria realizar muitas operações e teria, em tese, seu lucro almejado.

Por outro lado, a PETR4 tem tido bons resultados, mas ainda existe muita volatilidade no preço dessa ação, além de ser indicada para investidores day trade – ou seja, que compram e vendem ações no mesmo dia. Essa claramente não é uma boa escolha para nosso investidor, uma vez que não se encaixa em seu perfil.

Aí entra a corretora, com as duas opções de recomendação. Sem nenhuma obrigação legal de  indicar a compra da BBTG11, a empresa pode muito bem tentar vender PETR4, onde o investidor teria que realizar mais operações e esta ganharia maior comissão. Fique atento!

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Também existem aqueles investidores que chegam nas corretoras e imaginam que, como vão investir em ações, logo ficarão ricos. Cuidado, sabemos que não é bem assim! Se o que te atrai é a possível rentabilidade de um investimento arriscado e se essa decisão for lucrativa para a corretora, essa não tem dever de avisá-lo.

Vale outra advertência: como essas empresas podem ser ligadas a clubes e fundos de investimentos, elas podem oferecer produtos sem liquidez e mais arriscados do que seu perfil de investidor!

#4 O responsável pelos seus investimentos é você!

No final do dia, a rentabilidade do seu portfólio de investimentos é resultado das decisões que você toma. Para isso, a melhor solução é o estudo. Quanto mais você souber sobre sua carteira, seja ela de renda fixa ou renda variável, melhor será seu desempenho, independentemente da sua corretora. Porém, sempre fique atento aos riscos e tenha em mente seus objetivos, ou seja, o percentual de lucro que quer no investimento, e seu perfil de investidor.

Qualquer dúvida ou sugestão, não deixe de comentar! Bons investimentos!

Estudante de Economia na UFMG, faz parte do time de Marketing da SmarttBot, plataforma de automatização de investimentos na Bolsa.

  • David Maximo

    Muito legal.

  • André Bona

    Excelente artigo!